domingo, 30 de dezembro de 2012

2013, SEJA BEM VINDO

Mais um ano termina deixando para trás coisas boas e ruins. Mas, no meio disso tudo, a esperança que o novo ano seja igual ou melhor.

Planos são feitos para o novo ano que vai chegar. Mas, não adianta ficar somente no planejamento. É preciso de colocá-los em prática. E para isso só necessitamos de duas coisas: saúde e paz. 

Com saúde podemos correr atrás de nossos objetivos e sonhos. E para que tenhamos saúde, precisamos da paz. E é isto que eu desejo a vocês meus caros leitores e a mim também. Que o próximo ano seja perfeito, na medida certa e necessária para cada um, para que cada pessoa possa ser mais feliz, mais próspera e conquistadoras.

Que o novo ano seja bem-vindo. Que renove nossas esperança. Que traga harmonia entre as pessoas e nações, que terminem os conflitos pessoais e internacionais, que o mundo encontre a cura para doenças, que invente novas tecnologias, que haja trabalho, alimento e vida melhor para todos.


FELIZ ANO NOVO

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

ANIVERSÁRIO DO BLOG





HOJE, ESTE BLOG ESTÁ COMPLETANDO 2 ANOS DE VIDA. NASCEU TIMIDAMENTE COM O OBJETIVO DE AJUDAR OS  PROFESSORES A LIDAR COM AS CRIANÇAS NA ESCOLA E DE AUXILIAR OS PAIS NA COMPREENSÃO DAS DIFICULDADES DAS CRIANÇAS AO REALIZAREM AS TAREFAS DE CASA. TEM CUMPRIDO O SEU PAPEL, COM O AUXILIO DE VOCÊS, LEITORES, O BLOG CRESCEU E DEU FRUTOS.

AGRADEÇO IMENSAMENTE A TODOS QUE  INCENTIVARAM , ME ORIENTARAM NA MANUTENÇÃO E DOS AMIGOS VIRTUAIS QUE ME ENSINARAM TANTAS COISAS. 

NÃO POSSO ESQUECER DOS QUE ME PRESTIGIARAM COM AS LEITURAS E COMETÁRIOS SEMPRE ELOGIOSOS.

E UM AGRADECIMENTO ESPECIAL AOS MEUS SEGUIDORES E BLOGS AMIGOS COM OS QUAIS FAZEMOS PARCERIA.

OBRIGADA

SUELI FREITAS

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

PRECE DE NATAL


SENHOR, escutai a minha prece: 


Que cessem as guerras para que se possa viver em paz. Que o ódio acabe e que prevaleça o amor. Que haja mais perdão do que mágoas. Que haja menos desesperanças fazendo com que, em cada coração, a esperança renasça a cada novo dia. Que se deixe para trás todas as tristezas, decepções e angústias e que as alegrias preencham nossas vidas, nossos dias e nossas relações, pois cremos num mundo melhor.

Agradecemos a Deus pelo alimento do corpo e da alma, mas rogamos por aqueles que não o têm. Agradecemos pela saúde, pelo trabalho e pelas oportunidades que tivemos  de ter tido uma boa família, de conviver com pessoas legais e por fazer muitos amigos, de estudar, de conhecer coisas e lugares e de viver decente e honradamente. Mas, imploramos que Deus olhe por aqueles que não tiveram nada disso. Agradecemos a mão amiga sempre estendida nos momentos de necessidade e  da companhia amiga nos momentos de solidão ou dor e da consolação nos momentos de aflição. 



E rezamos para que todos encontrem em “DEUS”: o amor, a saúde, a prosperidade e a paz.

Feliz Natal 

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

MIOPIA, HIPERMETROPIA E ASTIGMATISMO



DISTÚRBIOS PERCEPTIVOS VISUAIS 

O olho é um órgão complexo. Ele é formado pela córnea, íris, pupila, cristalino, retina, nervo ótico e esclera.

A córnea é uma membrana convexa e transparente que tem a função de cobrir a parte mais externa do olho. A íris é a parte colorida do olho. A pupila é um orifício (ponto preto no centro da íris) por onde entra a luz. Já na parte interna do globo ocular estão: o cristalino é uma membrana ovalada e esbranquiçada que recebe e envia a luz para a retina, uma película bastante sensível à luz. Entre o cristalino e a retina existe um líquido chamado humor vítreo que conduz a luz. Ligado á retina está o nervo ótico que tem a função de enviar para o cérebro as imagens formadas. Cobrindo toda a parte branca do globo ocular há uma membrana chamada esclera.

Para que se possa ver, a luz deve atingir a córnea, entrar na pupila, passar pelo cristalino e ser refletida para a retina onde as imagens se formam e, em seguida, para o nervo ótico.

Dentre os distúrbios perceptivos visuais são comuns: a miopia, a hipermetropia e o  astigmatismo. A diferença entre estes distúrbios está na curvatura da córnea, pois o que ocorre, nada mais são do que falhas de refração ou de foco.


Na miopia, a córnea é muito curva e faz com que a luz refrate de forma a não atingir o ponto correto da retina. Assim, as imagens se formam antes de atingi-la provocando uma dificuldade em enxergar o que está distante. As imagens ficam embaçadas ou não percebidas. Isto também pode ocorrer quando o formato do olho é mais alongado.


Na hipermetropia, a córnea é mais rasa ou plana, fazendo que as imagens dos objetos se formem depois da retina, causando uma dificuldade em enxergar os objetos que estão mais próximos. As imagens ficam embaçadas ou borradas, enquanto que o restante fica nítido. Isto também pode ocorrer quando o formato do olho é pequeno.


No astigmatismo, a córnea é mais ovalada do que esférica, permitindo que a visão dos objetos fique distorcida, tanto para longe como para perto. Isto porque a luz atinge vários pontos da retina. Nestes casos, são comuns as queixas de dores de cabeça (cefaleia) e de que a luz incomoda (fotofobia) provocando lacrimejamento.

Estes distúrbios não são adquiridos, ou seja, não ficamos míopes, hipermetropes ou com astigmatismo ao longo dos anos. Ao contrário, nascemos assim.

Para uma criança é difícil perceber que enxerga mal porque ela sempre enxergou daquela forma.Por isso, acredita que todas as pessoas enxergam assim.  É preciso que os pais estejam atentos e consultem o oftalmologista a cada dois anos e, impreterívelmente, quando decidirem colocar a criança na escola. 

A correção destes distúrbios é simples com o uso de lentes corretivas. Após a maioridade (21 anos), por estarem terminados os estirões de crescimento, os médicos recomendam a correção cirúrgica. Estes distúrbios, embora não impeçam que a criança aprenda, trazem muitos problemas e rótulos para elas.

Saber destes distúrbios ajuda na colocação de crianças na sala de aula. Miopes e astigmatas devem sentar nas primeiras carteiras. Outra preocupação com os astigmatas são os reflexos luminosos que incidem na lousa. A localização da criança deve ser oposta a esta incidência.Já os hipermétropes devem sentar no centro da sala. 

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

CANTAR ALEGRA A ALMA E MELHORA A INTELIGÊNCIA

Verdade! As músicas infantis auxiliam a desenvolver a memória tornando as crianças mais inteligentes.

Aprendam e ensinem aos filhos e alunos estas músicas do cancioneiro português. Neste vídeo há uma porção delas. São alegres e divertidas.

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

VOCÊ SABE O QUE É PROSOPAGNOSIA?

DIFICULDADES PERCEPTIVAS VISUAIS



Você reconhece facilmente uma pessoa que não vê há muitos anos? Com certeza, você leva algum tempo para reconhecê-la porque as pessoas mudam com o tempo: crescem, envelhecem, engordam ou emagrecem, pintam os cabelos etc.

Reconhecer o rosto de uma pessoa é uma atividade cerebral muito importante, pois, todo ser humano é um ser de relações sociais. Do reconhecimento do rosto das pessoas dependem as relações de amizade, de trabalho e de estudo.

Para que o rosto de uma pessoa seja identificado, o cérebro precisa acionar várias áreas cerebrais e com diferentes funções. Por exemplo: Quando vemos uma pessoa, pela primeira vez, percebemos visualmente seus traços mais importantes (formato do rosto, nariz, olhos e boca). Formamos, então, uma imagem que fica guardada na memória. Passamos algum tempo sem vê-la e quando a reencontramos, nosso cérebro procura encontrar a imagem dessa pessoa, dentre as inúmeras imagens de rostos arquivados. Como a imagem guardada é muito antiga, não combina com a imagem vista no momento. Então, o cérebro busca uma imagem que seja o mais semelhante possível. Compara essa imagem com a imagem real. Sem muita certeza, ainda, o cérebro busca informações em meio às lembranças associadas a essa imagem. Elas também podem ser expressas verbalmente durante a conversação. Quando os dados combinam, você se lembra de outros detalhes e reconhece a pessoa. Estes esquecimentos são normais, principalmente, se você lida diariamente com muitas pessoas.

Imagine, agora, uma pessoa que não consegue perceber o rosto das pessoas. Não vê o rosto das pessoas ou os enxerga com uma forma muito embaçada e deformada.  Assim é a prosopagnosia: uma incapacidade ou uma dificuldade constante na percepção visual dos rostos das pessoas e que envolve e atrapalha todo o funcionamento cerebral.

A prosopagnosia é uma inabilidade congênita causada por um distúrbio hereditário provocado por uma mutação genética. Mas, não tem um causa única ou um lugar especifico para ocorrer. Pode estar na entrada da informação, no processamento ou na resposta dela.

No início da vida, os bebês apresentam uma dificuldade no reconhecimento de rostos devido á imaturidade visual e depois melhora. Entre o 8º e o 12º mês de vida, as crianças normalmente apresentam uma recusa diante de pessoas estranhas ao seu convívio. No entanto, se esta atitude permanecer após esse período, os pais devem procurar um especialista para verificar o que está acontecendo e evitar problemas emocionais e psicológicos.

As crianças prosopagnas sofrem de desorganizações momentâneas que as fazem reagir com irritação e medo, se as pessoas de seu convívio cortam os cabelos ou enrolam toalha na cabeça após o banho. Normalmente, ficam isoladas. Podem brincar com outras crianças, mas ficam confusas por não as reconhecerem mais tarde.

No Ensino Fundamental, as crianças prosopagnas mostram-se desatentas, distantes, olham tudo ao redor e se sentem pouco à vontade com a professora e colegas principalmente no início do ano letivo. Podem apresentar dificuldades de aprendizagem ou não. 

Quando diagnosticadas, entre os 10 e 14 anos, já compreendem o problema e desenvolvem estratégias de reconhecimento, fazendo com que os comportamentos não sejam tão estranhos. Os adultos também passam por situações constrangedoras e inusitadas.

fonte:
http://www2.uol.com.br/vivermente/reportagens/o_mundo_das_pessoas_sem_rosto.html
http://neuropsicopedagogianasaladeaula.blogspot.com.br/

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

JOGO DE ARGOLAS DE GARRAFA PET

Confeccionar um jogo de argolas é bem fácil. Assista o vídeo e saiba como fazê-lo. Nele, você também saberá que objetivos são trabalhados. no final deste filme, você encontrará outros, como por exemplo, a confecção de instrumentos musicais e origamis  próprios para a Educação Infantil.


Mãos a obra, minha gente! E veja a felicidade da garotada.

sábado, 10 de novembro de 2012

PARABÉNS A TODOS OS PSICOPEDAGOGOS



À TODOS OS PROFISSIONAIS DA PSICOPEDAGOGIA

QUE ESSE, SEJA UM DIA PERFEITO, REPLETO DE MUITAS REALIZAÇÕES E BÊNÇÃOS ILUMINADAS E SUCESSOS.

sábado, 3 de novembro de 2012

TRABALHANDO A LEITURA COM DEFICIENTES INTELECTUAIS


Várias são as formas de se trabalhar a leitura com crianças deficientes. Mas, as mais eficientes são as que adquirem um formato de brincadeira. Afinal, a criança com deficiência intelectual também gosta de brincar tanto quanto qualquer outra. Por isso, procuro fazer com que a leitura seja uma tarefa agradável para elas.

1- Começo com a leitura de sílabas usando o alfabeto móvel. Com as letras da palavra que quero que a criança leia brinco de montar e desmontar como se fosse um quebra-cabeça.
Reviso cada letra primeiro, depois as sílabas, junto-as e separo-as algumas vezes. Outras vezes, embaralho e a criança remonta.


 Á medida  que vou obtendo respostas positivas, vou progredindo nas dificuldades. 

2- Na primeira figura, a criança lê a palavra e pinta o objeto a que ela se refere. Na segunda, ela relaciona a figura à palavra que a representa. Na terceira, encontra o nome da figura num mini caça-palavras.

  

3- Mais tarde, mudo um pouco o formato: mesma letra ou sílaba inicial com outra diferente para aprender que as palavras variam. Depois de entendido, as palavras terminam com a mesma sílaba enquanto as primeiras são diferentes. Ou ainda com palavras totalmente diferentes.

 

4- Por fim, um exercício de ligar, que elas adoram.
 

domingo, 21 de outubro de 2012

DIFICULDADES NA PERCEPÇÃO VISUAL


DIFICULDADES DE APRENDIZAGEM

Vimos na postagem anterior que perceber é conhecer o que está ao nosso redor. E a visão é uma das formas mais importantes de perceber.
Mas, não basta que possamos ver. Enxergar é apenas acuidade visual. E por trás dessa acuidade há uma porção de funções, incluindo as cerebrais, que dependem do bom funcionamento dos órgãos da visão.

Tudo começa assim: por um motivo qualquer, um objeto chama a nossa atenção. Nossos olhos movimentam-se em sua direção. E a isto  chamamos “ver”. A partir daí, nossos olhos passam a percorrê-lo por inteiro, numa espécie de varredura. E a isto chamamos “olhar”.

É através do olhar que percebemos a forma, a cor e suas nuances, o tamanho, a textura, a espessura, a distância e outras tantas qualidades do objeto. E a isto, chamamos “perceber”.

Essas percepções entram pelos olhos e chegam ao nervo óptico. Nele, o que vemos se transforma numa mensagem que é levada até o cérebro. Lá, a mensagem é transformada em uma nova linguagem (transdução). Uma linguagem que possa ser lida, interpretada pelo cérebro e para que possa planejar uma resposta eficaz e convincente. Portanto, é o cérebro quem dá o significado do que vemos. Todas essas informações ficam guardadas na memória visual e na memória visual sequencial e, estas, estão diretamente ligadas á memoria geral.

Se algo não funciona bem, a mensagem chega ao cérebro de maneira equivocada, truncada, incompleta. A leitura e a interpretação realizada pelo cérebro ficam equivocadas e cheias de erros. Logicamente, as respostas cerebrais são confusas, inadequadas ou errôneas.

Olhar é importante e necessário para as aprendizagens escolares, principalmente, para a aprendizagem da leitura e da escrita. Sem essa capacidade, as crianças não se desenvolvem corretamente e podem vir a ter atrasos intelectuais. Certamente encontrarão muitos problemas com suas aprendizagens escolares devido as dificuldades para ler, escrever, calcular, desenhar, recortar, resolver problemas matemáticos e da vida prática e social.

Infelizmente, os pais só se preocupam se a criança vê. E certos dessa capacidade, relegam à segundo plano as visitas ao oftalmologista.  O correto é  fazer consultas periódicas  (a cada 2 ou 3 anos) durante o desenvolvimento infantil. E "sempre" antes de colocar a criança na escola, para evitar surpresas com a não-aprendizagem.


Fonte:
Apontamentos de aula

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

PALITOCHES

Olá, pessoal!


Hoje trouxe uma novidade para vocês. A ideia não é minha. Encontrei num blog italiano chamado "La Maestra Valentina", como decoração de um convite de casamento ou de aniversário deste. Achei interessante e resolvi fazer alguns para que meus pimpolhos criassem histórias.

Não preciso dizer que foi um sucesso!

São fáceis de fazer. Basta palitos de sorvete, sobras de papéis, EVA ou tecido e criatividade. Depois, é aproveitar tudo e brincar muito.
 

  

Esta é a primeira série. Outros virão por aí.

sábado, 13 de outubro de 2012

APRENDIZAGEM SIGNIFICATIVA... O QUE É ISTO?

Você pai ou mãe já ouviram falar que as crianças precisam aprender de modo significativo, não é mesmo? E você, professor, além de ter ouvido, já deve ter dito isto muitas vezes, não é?

Pois bem, e o que é essa tal de aprendizagem significativa? Quem disse isto? Do que se trata? Como aprender deste jeito?

A resposta a todas estas perguntas e outras tantas que poderão ser feitas estão contidas neste curto video. Assistam ! NÃO FIQUEM POR FORA!


terça-feira, 9 de outubro de 2012

AS PERCEPÇÕES


DIFICULDADES DE APRENDIZAGEM

Faça um teste: O que se pode ver, além do que é mostrado?


Perceber é conhecer o que está ao nosso redor. Para isso, é preciso receber informações do ambiente. Recebemos essas informações por meio dos órgãos dos sentidos. Os objetos (coisas, pessoas, ideias, eventos, relacionamentos) do ambiente despertam nossa atenção.

Alguns fatores internos e externos influenciam na percepção:

Os fatores internos têm relação com a necessidade, o interesse e a experiência pessoal para colocarmos mais ou menos atenção no estímulo. Ao mesmo tempo, um objeto pode despertar mais a atenção em uma pessoa do que em outra. A isto chamamos de “fenômeno social” e é considerado um fator interno.
Já os fatores externos dependem da força e intensidade do estímulo. Quanto mais intenso, mais contrastante e mais bizarro ele for, mais facilmente prenderá a nossa atenção.

Por outro lado, da mesma maneira como uma mesma pessoa pode ter diferentes sensações sobre um mesmo objeto, cada ser humano percebe o objeto de forma única.  As percepções de cada ser humano são únicas e intransferíveis.

A percepção é, portanto, uma função cognitiva. E para que se perceba é necessário que sejamos capazes de colocar nossa atenção no estímulo, obter sensações e impressões, enviá-las ao cérebro para que sejam observadas, identificadas, discriminadas, interpretadas, organizadas e elaboradas respostas para que se transformem em uma imagem, ou seja, num “conhecimento significativo”. Depois disto, são enviadas para a memória onde ficarão guardadas até que sejam necessárias novamente.

Á medida que novos estímulos sobre um mesmo objeto são percebidas, nossa interpretação sobre o objeto vai se alterando. Pode ocorrer que um objeto não forme ou não traga nenhum conhecimento significativo. Em outras palavras, não tivemos interesse e/ou necessidade. E, por causa disso. o objeto não foi percebido. Na verdade, não é o objeto quem muda, mas a nossa interpretação (conhecimento significativo) sobre ele é quem muda. Por isso, as percepções são importantíssimas para as aprendizagens escolares.

Existem vários tipos de percepções. Mas, para as aprendizagens escolares duas são essenciais: as visuais e as auditivas.  As impressões olfativas, gustativas e táteis, mesmo não estando relacionadas com as aprendizagens, são importantes porque possuem uma ligação com a afetividade e com a reprodução. Igualmente importantes são as percepções de tempo e espaço, as proprioceptivas e a percepção social.

Por isto, tudo tem que funcionar perfeitamente. Qualquer falha na recepção, transporte, elaboração e organização da informação pode atrapalhar o trabalho cerebral que, por sua vez, emitirá respostas inadequadas dificultando as aprendizagens.


Fonte:
Apontamentos de aula

Resposta do teste: Pode-se ver a cabeça de um cavalo atrás de uma moita, uma moça, uma pomba, a cabeça de um urso, um peixe com cara de cão. Se você viu tudo isto, está com boa percepção.

domingo, 23 de setembro de 2012

OS DEFICIENTES E A OPERAÇÃO DE ADIÇÃO

Ensinar os deficientes a somar não é difícil, mas a grande preocupação é fazê-los entender o que estão fazendo. Por isso, não se pode esquecer que estas crianças precisam de uma carga maior de atenção e de exercícios concretos.


1º PASSO
Eu começo com um jogo. Um jogo formado por uma base de cartolina, com um espaço em branco que pode ter qualquer formato. Para as operações, uso bichinhos, florzinhas, bolinhas ou outro elemento qualquer. Com este jogo avalio se a criança está pronta para aprender as operações.


O jogo consiste em colocar uma quantidade pedida. Eu coloco um e peço que ela coloque dois, por exemplo. E pergunto: quantos ficaram? A criança conta. E pergunto novamente: ficou mais do que você colocou? Depois de responder, retira-se tudo e recomeça-se com outra quantidade, usando o mesmo procedimento. Entendida a brincadeira, a criança passa a fazer sozinha. O importante é que a criança participe ativamente. 

2º PASSO
Depois desta fase, uso brinquedos pequenos. Fico com uma parte dos brinquedos e a criança com outra. Coloco uma quantidade e a numeração correspondente. E peço para que a criança coloque o quanto desejar e procure o número correspondente.

 mais

E pergunto: quanto fica 5 brinquedos mais 1 brinquedo? Ao falar a palavra  "mais", empurro os brinquedos que ela colocou para junto dos que eu coloquei. Ela conta e volto a perguntar se ela ficou com mais coisas. Deixo que ela tente fazer sozinha. Fico de olho se ela repete a palavra "mais".

3º PASSO
Depois, em folhas ou no caderno, utilizo desenhos ou colagens. E faço vários exercícios como estes. Sempre com a criança contando.

 

4º PASSO
A seguir, vem a fase do Material Dourado. E trabalho com eles como na fase dos brinquedos, enfatizando as palavras "mais" e "igual a..."


 igual a
                            3 mais 5

5º PASSO
É a fase das continhas verticais.Nesta fase, também ensino a criança a representar as operações com o material, colocando o número superior num lado e o inferior no outro. Peço que junte, conte e coloque a resposta na conta.

Em qualquer um dos passos, o movimento de juntar é muito importante.

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

APRENDER A APRENDER

Ah! se todo professor fosse assim!...

Assistam ao filme, pois é simplesmente, M-A-R-A-V-I-L-H-O-S-O!


ESTE DEVERIA SER O LEMA DA EDUCAÇÃO NO MUNDO.
 MAS, INFELIZMENTE, NÃO É ASSIM QUE ACONTECE.  
UM DIA, QUEM SABE... 

NÃO PERCAMOS A ESPERANÇA!

domingo, 9 de setembro de 2012

A VELHA A FIAR

Olá, minha gente!

Trouxe, hoje, uma música infantil que pode ajudar muito a qualquer criança. Principalmente, para os deficientes intelectuais pequenos.

A letra tem versos repetitivos que facilitam a aprendizagem. Mas, também tem um ar de desafio, pois mudam os personagens em cada verso. A repetição deles todos, no final de cada estrofe, é um bom treino para a memória.

Ensinar esta música para os deficientes deve ser feita por partes, na maioria das vezes. Mas, tudo depende da pessoa com quem estamos lidando. Elas podem querer ir um pouco mais além.

O clip é bem engraçadinho!


Bem, fica aqui a sugestão.

Até mais.

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

DISORTOGRAFIA

TRANSTORNO DE APRENDIZAGEM


A disortografia é um transtorno neurológico de linguagem que influencia na escrita. Pode estar ou não, associado com a dislexia. Estima-se que em 90% dos casos, esse transtorno aparece em crianças que começam a falar tardiamente. Já nos 10% restantes, existe uma disfunção cerebral.

As principais características da disortografia são:

·       1- A troca de letras (e não precisa ser, necessariamente, semelhantes como t/d, p/b, c/g) tanto na fala quanto na escrita.. Oralmente, a linguagem se parece com a fala do Cebolinha, personagem da Turma da Mônica. Isto porque, a dificuldade em discriminar os sons auditivamente está envolvida.

      2-Os disortográficos encontram dificuldade em pontuar frases, acentuar palavras, ordenar frases em parágrafos, usar travessões etc.

         
·    3-Cometem erros grosseiros na escrita porque não compreendem a aplicação das regras ortográficas.

·    4-Na formação de frases, encontram dificuldades em coordenar e subordinar as orações.
       
·      5-Seus textos são curtos e escritos em bloco único.

·    6-Na escrita, emendam palavras, repetem ou omitem silabas do começo ou no final das palavras. O mesmo acontece na linguagem oral.

·      7-Por não entenderem as regras ortográficas, a separação de sílabas é incorreta.
         
·      8-Apresentam dificuldade na estruturação espaço-temporal.

·      9-Possuem fraca imagem corporal.

·     10-Dificuldade na dominância lateral.

·     11-Dificuldade em manter-se atento e concentrado até mesmo em atividades que goste muito.

·      12-Pouco interesse pela escrita.

         
   Com relação a estes estudantes, os professores devem evitar cópias, os tais treinos ortográficos e ditados.   As cópias porque agem mecanicamente e sem compreender o que copiam. Os treinos ortográficos não funcionam porque, geralmente  fixam mais rápido os erros que a forma correta. Os ditados, devido a discriminação auditiva.

O diagnosticado por neurologista e o tratamento com psicopedagógico em conjunto com o fonoaudiológico.

Fonte:
anotações de aula

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

ARTE DIGITAL

Alô, pessoal!

Hoje, o que trouxe para vocês não é uma novidade. Mas, continua sendo uma sugestão de atividade que é muito importante, principalmente quando se trabalha com deficientes.  

A sugestão de hoje são os desenhos e pinturas realizados no "Paint" do computador.

Muitas crianças e jovens deficientes possuem computadores em casa e mexem neles. Portanto, sabem fazer alguma coisa. Para os que não sabem, começo por colorir a folha toda. Depois, com a borracha vão apagando do jeito que quiserem.


 

Salvo suas tentativas e mostro a eles sua produção.

 
Depois que pegam a prática, parto para os desenhos rabiscados 
e que são coloridos ao final. Formam lindas pinturas abstratas!

Mais tarde, insiro figuras sem colorido encontradas 
na Internet para que possam colorir. Eles ficam felizes quando 
conseguem preenchê-las totalmente.


Bem mais tarde, depois de trabalhar muito cada etapa, 
deixo que eles criem. Não ficou linda esta casinha?

Com isto, além da criatividade, trabalha-se a coordenação motora fina, o conhecimento de cores, formas, a oralidade porque sempre querem falar sobre o que fizeram. Mas, o melhor de tudo, é que eles melhoram muito a auto-estima e a autoconfiança. 

Abro uma pastinha para cada um e, ao final do trabalho do dia, mostro tudo o que fizeram e toda a produção digital. Eles ficam admirados com suas produções. Sentem-se capazes. Somente o fato de guardar os trabalhos, já é importante. Eles se sentem valorizados e respeitados.

Fica aqui a sugestão porque sei que, no corre-corre das atividades 
escolares, acabamos por esquecer desta parte.

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

TRABALHANDO A SEQUÊNCIA NUMÉRICA

Ensinar os números para deficientes não é o mais difícil. O complicado é fazê-las entender que os números seguem uma sequência, que é lógica. Muitos deficientes intelectuais conseguem memorizar essa sequência. Mas, no fundo, não entendem o porque o 9 vem depois do 8 antes do 10. 

Costumamos dizer que é porque a quantidade aumenta. Embora percebam, elas não fazem esta relação. E como recitam a sequencia oralmente feito papagaios , acreditamos que sabem.  Mas, na hora de fazer o exercício....

Mesmo trabalhada com materiais concretos se transforma em dúvida quando o trabalho é feito no caderno. 

Como ensinar esta noção?

Enquanto trabalhamos a relação número/quantidade, já podemos iniciar esta noção. Começamos com brincadeiras, como a montagem de torres, por exemplo. E para isto, podemos utilizar caixas de todos os tamanhos e formatos que as crianças empilham como torre.

   

Enquanto montam, ensaiam várias posições e possibilidades, intuindo que há uma sequência que deve ser obedecida, porque senão a torre desaba. Por fim, a montam corretamente.

Feito isto, passo para o trabalho no caderno ou em folhas. Trabalho com muitas figuras coloridas e o mais próximas possíveis do gosto de cada um. Figuras e o colorido atuam como apoio visual.  Os deficientes intelectuais necessitam muito desse apoio para ajudar na memorização. Com as figuras,  tentam descobrir o que está "antes" e o que está "depois" ou o que está na frente e atrás. Eu uso posições e elementos diferenciados para que precisem pensar.  Como estas, por exemplo:
 
Uso uma porção delas até que as crianças já os descubram com alguma facilidade. Depois, parto para outras, como estas:

 
Da mesma forma, trabalha-se bastante ou até que sejam capazes de descobrir o antes (o que vem na frente) e o depois (o que vem atrás). 

Esta etapa é importante para que o conceito se fixe na memória.  Faço cartões com a mesma figura e os numero na sequência que quero trabalhar. Peço que a criança me ajude a colocar os pregadores nos cartões (para mantê-los em pé) e, enquanto isso, o exercício vai fortalecendo os músculos dos dedos e da mão. Feito isso, colocamos em ordem. E a criança visualiza que um está atrás do outro.
 
Com essa sequência fica bem mais fácil para a criança visualizar o que vem "antes" e o que vem "depois".  Numa folha à parte,  escrevo um número sobre o outro. A própria criança chega a conclusão de que não dá para visualizar nenhum número. 

Se não concluir sozinha, faça perguntas como: Onde está o número X? Você o vê perfeitamente? Com isto, digo a elas que, no caderno, os números ficam lado a lado. E para não ficarem misturados, são separados por tracinhos. 

Trabalho primeiro, tudo oralmente. E depois, voltamos ao caderno. Por um tempo, mantenho a sequência como apoio e aproveito para trabalhar alguns jogos. Uso poucos números de cada vez. 


Neste caso, trabalho o 11, 12 e 13. Mostro que é a mesma ordem da sequência mostrada nos cartões e a criança visualiza. Então, começo o exercício. Com o apoio visual, fica fácil no início. Feito isso, e aos poucos, vou aumentando a quantidade de números  e  introduzindo outros exercícios.

 
O primeiro, trabalha outros números da sequência. Depois, a sequência inteira para completar ou completando com alguns números faltantes e com questionamentos orais. E, para fixar tudo, trabalho os "caminhos", onde os números são colocados numa certa posição que permite que a criança ligue com traços todos os números na sequência. Como variação, utilizo também os liga-pontos, labirintos  e os pinta-pontos, cujos pontos são substituídos por números.


Minha gente, sei que é trabalhoso. Mas, o resultado é muito bom.