terça-feira, 27 de dezembro de 2011

FELIZ ANO NOVO


Que a vida traga muitas alegrias, surpresas agradáveis 
e felicidade constante. 
Que haja compreensão e sabedoria para que se faça escolhas corretas e que se tome decisões adequadas. 
Que haja firmeza nos momentos críticos a serem enfrentados. 
Que se persevere nos objetivos, que se tenha garra para colocá-los em prática e que se obtenha muito sucesso.
Por fim, que se tenha saúde, paz e tranquilidade para tudo isto.  

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

DOMÍNIOS



Quantas vezes nas reuniões pedagógicas você, professor(a), não disse que certo aluno não dominou este ou aquele conteúdo? E vocês pais,  na reunião de pais e mestres quantas vezes  ouviram isso?  Por domínio, os professores dizem e os pais entendem, como “não aprendizagem”, Mas, essa significação está equivocada.

Então, o que são domínios?

Sabemos que o cérebro é um órgão complexo, com funções muito mais sofisticadas e com uma rede interrelacionada umas com as outras para que possa comandar todo o nosso corpo.

Sabemos também que os hemisférios cerebrais atuam em conjunto, recebendo e enviando informações, mas cada qual tem sua tarefa própria: o hemisferio esquerdo lida com as questões mais racionais, enquanto o hemisfério direito, as questões mais emocionais. E ambos interagem para que possamos construir o conhecimento, Esse conhecimento provoca mudanças em nosso comportamento. E, através das aprendizagens, mostramos essas mudanças.

São mudanças pequenas, quase imperceptíveis aos nossos olhos, e que ocorrem a nível cerebral. Os domínios são fontes primárias do comportamento, responsáveis pelas aprendizagens e mudanças.

Todo ser humano é dotado de três domínios: o cognitivo, o psicomotor e o afetivo.

O domínio cognitivo envolve a utilização das capacidades mentais, da memória, da linguagem, das noções e conceitos, das expressões e das funções operatórias.

O domínio psicomotor envolve a capacidade de adquirir técnicas, habilidades e destrezas,   ou seja, saber como fazer, realizar com rapidez e eficiência.

O domínio afetivo envolve a aquisição das atitudes e dos hábitos de conduta social, dos valores, dos interesses pessoais e coletivos, das idéias e opiniões.

Esses domínios são utilizados para tudo em nossa vida. Desde as aprendizagens mais simples até as mais complexas, como as escolares. Portanto, dizer que uma criança não "dominou" um certo conteúdo não é correto. Melhor seria dizer que a criança não "assimilou" ou "não aprendeu ainda".

fontes:
Apontamentos de aula de Neuropsicologia e de Prática Psicopedagógica.

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

COLAGEM COM GRÃOS


OLÁ PESSOAL!

Hoje eu trouxe para vocês um outro tipo de colagem: a de grãos. Qualquer grão serve (arroz, feijão, milho, ervilha seca, lentilha etc) e ficam muito bonitos.

Sozinhos ou em conjunto com bricolagem ficam sempre um charme. Mas, esta técnica requer um cuidado especial: depois de seca a cola que prende o grão, é preciso dar uma demão de cola branca pura para evitar que criem bichinhos e destruam os trabalhos.

Esta borboleta foi coberta com arroz. Durante  a demão 
de cola pura, foi polvilhado gliter verde. dando essa aparência
 meio escura aos grãos de arroz.

Esta outra, foi coberta com feijão.

Este trabalho foi utilizado uma tecnica mista de bricolagem (apara de lápis) e grãos de arroz para formar o trigo. Os graos  receberam a numa demão de guache amarelo e, depois de seco, a demão de cola branca.

Todos estes trabalhos servem como mote para uma porção de trabalhos orais e escritos e em várias disciplinas (basta utilizar a interdisciplinariedade). Ajuda na coordenação motora fina e desenvolve a criatividade.

MÃOS Á OBRA E... 

DEIXE A CRIATIVIDADE FUNCIONAR!

sábado, 3 de dezembro de 2011

A ESTRUTURAÇÃO TEMPORAL

Os homens e tempo convivem em íntima relação. O termo “tempo” não se refere às horas ou ao calendário. mas, aos momentos de mudança nos acontecimentos.

Engajados no tempo, os homens nascem, crescem e morrem. E as atividades praticadas ao longo da vida são uma sucessão de mudanças.

À noite dormimos e durante o dia nos mantemos acordados e em atividade. O sono ou a vigília depende de uma necessidade biológica e pelo hábito. Ao contrario do espaço, da velocidade, das ações e dos movimentos que são facilmente percebidos, o tempo (desta forma) passa despercebido. Por esta razão, a criança tem que construir o tempo a seu modo e com os recursos que possui, Assim, é comum ouvirmos as crianças pequenas dizerem: “Ontem eu vou ao cinema.” ou “ Amanhâ eu fui na casa da vovó.”

As crianças pequenas vivem e agem no presente. Por não conseguirem ir além do vivenciam, o conceito de passado se mistura ao presente e o futuro é um acontecimento vago e indefinido porque ainda não conseguem perceber que os fatos se sucedem num determinado tempo.

Perceber a seqüência do tempo e a sucessão dos fatos exige um grande esforço mental por parte da criança. E este esforço leva algum tempo até que haja um avanço cognitivo.

Compreender e estruturar  o tempo é um processo. E como tal, se dá por etapas.Inicial-mente, as crianças estão preocupadas em conhecer o próprio corpo e as possibilidades de movimentos e ações que ele lhe oferece. Este conhecimento do corpo não se desliga do espaço externo, nem do tempo.

As percepções das crianças vão acontecendo aos poucos. Assimilam e associam os gestos e movimentos corporais ao espaço e ao tempo, juntamente com conceitos e noções de velocidade, de duração dos movimentos, de ordem, de sucessão e  de alternância entre os objetos e as próprias ações. Aos poucos, também percebem a noção de momentos do tempo, como o do instante, do momento exato, da simultaneidade, da sucessão. A partir daí passam a organizá-las e a coordenar as relações com o tempo.

A representação mental de tempo e de suas relações ocorrem bem mais tarde, quando as crianças (por volta dos 5 anos) se tornam capazes de trabalhar com o simbólico,  quando então, poderão realizar novas associações e transposições necessárias para o aprendizado das disciplinas e para a realização das tarefas escolares.

Para que as crianças possam aprender a ler, a escrever e a realizar os cálculos matemáticos  é necessário que tenham compreendido que as palavras e os números são uma sucessão, As primeiras de sons; os segundos, de quantidades. Devem ter aprendido ainda a reconhecer cada som, sua freqüência e duração. Ter percebido o ritmo e a melodia existente nas palavras e frases. Ter desenvolvido a capacidade de diferenciá-los e de memorizá-los auditiva-mente. Por isso, linguagem e tempo estão intrinsecamente relacionados

Fonte:
OLIVEIRA, Gislene de Campos. Psicomotricidade: educação e reeducação num enfoque psicopedagógico, Petrópolis, RJ, Ed. Vozes, 1991

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

CONTOS DE FADAS - MAGIA E ENCANTAMENTO

Quem ainda não presenciou uma criança pedir licença a uma cadeira ou outro objeto qualquer para poder passar de um lado para outro? Quem nunca observou uma menina brincar com sua boneca e tratá-la como gente?

Pois é, as crianças (dos 3 aos 5 anos) pensam que os objetos possuem vida. Isto porque seu pensamento é animista, ou seja, animais, plantas e objetos sentem, pensam e falam como pessoas.

Os adultos, inconformados com essa atitude das crianças e  acreditando que devam mostrar a realidade das coisas, perdem longo tempo com explicações, porque este é o tipo de seu pensamento: racional. Mas, apesar de todas as explicações que lhes são fornecidas, as crianças não compreendem e não acreditam porque o pensamento racional dos adultos as deixam confusas.

No pensamento animista, príncipes e princesas serem transformados em animais ou pedras é natural, já que estas coisas falam, pensam e agem como uma pessoa qualquer.

A linguagem dos contos de fadas está de acordo com o pensamento animista e a mesma visão de mundo da criança. E, por isso, elas confiam mais nos contos do que nas explicações dos adultos.

Por outro lado, são as transformações mágicas que ocorrem nos contos de fadas que respondem às dúvidas das crianças. E isso lhes dá segurança porque as crianças compreendem essas transformações com algo natural.

Tirar as fantasias das crianças e mostrar a realidade nua e crua antes que ela atinja um pensamento mais racional é trazer problemas emocionais como os de baixa auto-estima, de autoconfiança, de se sentir impedida de criar e de imaginar. Esses problemas refletirão mais tarde, quando entrarem na escola, onde terão enorme dificuldade na compreensão da leitura e nas produções de textos. 

Fonte:
BETTELHEIM, Bruno. “A Psicanálise dos Contos de Fadas”, Ed Paz e Terra,

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

MOSAICO

Olá pessoal.

Hoje trouxe os mosaicos. Uma  técnica de colagem interessante e de resultados bonitos. Além de tudo, é muito fácil. Recorte ou peça para as crianças recortarem pequenos pedaços de papel de diversas cores (você pode aproveitar sobras de papéis). Depois, é só colar de acordo com o desenho que você quer ou que eles próprios desenham.


Estes mosaicos foram feitos com sobras de EVA e ficaram uma graça. Os desenhos foram feitos pelas próprias crianças. (Trabalho dos alunos da profª ÉRICA, do Colégio S. Bárbara, São Mateus, SP).

MÃOS A OBRA!!!
(envie fotos dos trabalhos de seus alunos que eu publico)

domingo, 20 de novembro de 2011

PERTURBAÇÕES DO ESQUEMA ESPACIAL


Qualquer coisa que perturbe a formação da noção de espaço ou do estruturação do espaço pode trazer conseqüências  para a criança como por exemplo:


a) NA VIDA
    
   Apresentam sentidos confusos com relação à direita ou esquerda, horizontal ou vertical, antes e depois, e a noção de entre (estar no meio de duas coisas).
   Geralmente, apresentam problemas de relacionamento com outras pessoas porque são espaçosas demais ao ponto de incomodar os outros
   São bagunceiras demais e deixam tudo espalhado.
   São pessoas desastradas, pois engancham e esbarram em tudo o que vêem pela frente porque calculam mal as distâncias.
  
b) NA ESCOLA

     Não respeitam as linhas, as margens nos cadernos.
     A organização dos cadernos é confusa. 
    Não separam um exercício do outro, não pulam linha. E quando o fazem, pulam linhas demais.
    Escrevem ou desenham em qualquer espaço (ora deixando tudo amontoado, ora pulando folhas). Quando desenham, o trabalho fica pequeno ou grande demais para a folha



Fontes:
BRIKMANN. A Linguagem Do Movimento Corporal. Summus, 2003
MEUR E STAES. Psicomotricidade: Educação e Reeducação, Manole, 1991
RAPPAPORT AT COL, A Idade Pré-escolar, EPU, 2000

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

SÍNDROME DE CORNÉLIA DE LANGE

Esta é mais uma das muitas síndromes raras. Sua origem é um erro de duplicação do braço longo do cromossomo 3. Como não existe um meio de se identificar o erro genético durante o pré-natal, o diagnóstico só pode ser feito após o nascimento. Mesmo assim, há uma demora no diagnóstico, pois os médicos só pensam nesta síndrome como última alternativa.

Esta síndrome tem como característica o nascimento de bebês pequenos, com choro do tipo rosnar baixo. Apresentam braquicefalia (união do osso frontal com os ossos parietais), orelhas pequenas, pescoço longo, boca de carpa,  nariz pequeno, sobrancelhas atrofiadas em meio a um crescimento exagerado de pelos por todo o corpo (hirsutismo) e malformações das mãos. Apresenta ainda um retardo do crescimento (evidenciado por baixa estatura ) e retardo mental severo.

Possuem microcefalia e características faciais particulares da síndrome, junto às características familiares. Rosto redondo, lábios finos e levemente invertidos, pestanas longas e sobrancelhas unidas ou muito juntas. Mãos e pés  pequenos com os quintos dedos encurvados, podendo ocorrer ou não uma membrana entre o 2º e o 3º dedos dos pés.

Como comorbidades estão: o atraso de linguagem, anomalias cardíacas, intestinais, refluxo gastroesofágico, problemas visuais e auditivos, muita sensibilidade à dor, devido ao tato ser mais aguçado, além de dificuldades na alimentação.

Devido a alta freqüência das dificuldades alimentares e gastroesofágicas, 77% dos bebês podem chegar a óbito por apnéia ou por asfixia por engasgos ou aspiração, o que exige observação constante e aconselhamento médico precoce, bem como medidas terapêuticas ou cirúrgicas (se necessário).

Como as anomalias cardíacas e renais estão presentes, os portadores desta síndrome devem passar por constantes avaliações médicas.

Otites crônicas e perda de audição devem ser levadas em conta, pois são freqüentes e impedem que a capacidade de comunicação se desenvolva normalmente.

Todas as medidas preventivas devem ser tomadas para evitar infecções urinárias, bucais e alterações articulares. A correção dentária é essencial.

As alterações cognitivas e comportamentais estão presentes na idade escolar. Na puberdade, pode ocorrer o hipogonadismo (atrofia dos testísculos e ovários), no entanto, são mais freqüente nos meninos. Mas, há um déficit hormonal considerável em ambos os sexos.

fonte:
Apontamentos de aula de neuropsicologia

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

TRABALHANDO A COORDENAÇÃO MOTORA FINA

Alõ pessoal!


Vivemos uma era de facilidades. O que antigamente era feito a mão, hoje existem máquinas. Criamos assim uma geração que espera e exige que tudo esteja nas mãos ou que tenha o mínimo de trabalho. Com isto, quem perde são nossas crianças. Os exercícios motores realizados no cotidiano são essenciais para o desenvolvimento da psicomotricidade. E quando não existem ou são ocasionais, esse desenvolvimento não acontece como deveria, ocorrendo prejuízos na coordenação motora fina. Uma boa letra requer uma habilidade simples e corriqueira: a preensão. 


Preensão é o movimento de pinça realizado pelo polegar e o indicador. Com este movimento pegamos coisas pequenas. 
Uma atividade simples é fazer e colar bolinhas de papel crepom. Para isto, você precisará de papel crepom na cor desejada e cortada em pedacinhos, um desenho (pintado ou não) e cola. Amassar os pedacinhos de papel crepom e apertá-los entre o polegar e o indicador formando uma bolinha. No desenho, escolha uma parte do contorno e traceje antes de tirar cópias. Você pode dar um colorido ou deixar que a criança o faça. 


          
Terminado o colorido peça que a criança cole as bolinhas sobre o tracejado. 






Ficam lindos os trabalhos e a criança adquire novas habilidades. 



A cada repetição desta atividade  acrescente uma dificuldade a mais. Vejam como ficaram os que realizei com meus pimpolhos.





Deixe a criatividade entrar em cena e, ..
MÃOS Á OBRA!

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

CONTOS DE FADAS X CONTOS BÍBLICOS


È comum ouvirmos as seguintes frases: “Não faça isso porque o Papai do Céu não gosta”; “Criança bonita não age desse jeito”; “Que coisa feia! Deixa o Papai do Céu muito triste”, e muitas outras com o mesmo teor. Essas e outras frases estão baseadas nos contos bíblicos.

Tanto os contos bíblicos como os contos de fadas falam dos problemas existenciais humanos que são universais. O que os diferencia é a sua orientação. Os primeiros possuem uma orientação para o Divino. Os segundos para o relacionamento com outros seres humanos. E não há nada de errado com esses contos como literatura, a não ser o modo como nós, adultos, os utilizamos com relação às crianças. 

Os contos bíblicos dizem “como o homem deve ser e viver para conquistar o direito de entrar no paraíso. Nesses contos Deus pede aos homens que sejam bons, que respeitem o próximo, que controlem seus instintos negativos, seus sentimentos ruins e suas tendências inconscientes. Apesar de tudo, ainda será julgado para ver se pode (ou não) entrar no Céu.

Tudo isto fica muito confuso para a criança, cujo pensamento é animista (que os objetos tem vida) ou, evoluindo um pouco, um pensamento literal (acredita que se cumprirá o que foi dito). Além do mais, quando utilizamos o pedido de Deus com a criança, o fazemos em tom de ameaça: Deus não gosta, fica triste e te punirá.

Um outro ponto, é o que Deus pede aos homens: sublimar desejos, tendências e instintos. Se a criança está numa fase animista ou literal, será que ela compreende o que é ser bom? O que é respeitar o próximo se ela ainda está na fase egocêntrica? Se a criança nem ao menos se conhece, como poderá controlar seus pensamentos e ações no dia a dia? Se os instintos humanos são inconscientes até mesmo para os adultos, será que a criança entenderá esse pedido?

Evidentemente, concordo que devemos educar a criança e repreendê-la quando faz algo que não está correto. Mas, poderíamos deixar Deus de fora disso, pois em  vez de mostrarmos um Deus de amor e bondade, mostramos um Deus temperamental e vingativo que não a deixará entrar no Céu porque, num determinado momento, não fez o que Ele pediu. Mas, naquele momento, poderia estar incomodada com pensamentos de ciúmes, de raiva ou ódio por alguém ou por alguma coisa e reagiu de acordo com seus sentimentos e emoção.

Tendo um pensamento animista ou literal, a criança acredita que realmente Deus ficou zangado, triste e que Ele não a acha bonita e boa. Este acreditar gera sentimentos de culpa, que é muito mais nocivo para sua vida do que sua reação momentânea.

Já os contos de fadas trabalham as mesmas coisas e de uma forma que a criança compreende porque falam a linguagem das crianças. Eles mostram o jeito correto de ser, de agir e pensar dentro do pensamento religioso e sem que a culpa se instale. Por que não tê-los como aliados na educação das crianças?

Não quero com isto dizer que não se deva dar um ensino religioso para as crianças. Ao contrário, acho até muito importante, O que se pede é que se mude o discurso. Em vez de dizer que Deus não gosta, que tal dizer que Deus quer que a criança seja cada vez melhor?

Leia os textos anteriores.
Fonte:
BETTELHEIM, Bruno. “A Psicanálise dos Contos de Fadas”, Ed Paz e Terra,

terça-feira, 1 de novembro de 2011

O DESENHO INFANTIL NA ESCOLA



Muito se tem falado sobre a importância do desenho infantil na vida e nas terapias. É importante que se ressalte sua importância na escola. Para começar vamos tecer um comentário sobre da importância desse desenho na educação infantil.

Depois das garatujas ordenadas, o grafismo infantil entra em franco processo de desenvolvimento. Um desenvolvimento que coincide com a passagem da criança pela Educação Infantil.

Infelizmente, nossas escolas e professores ainda não se deram conta da importância deste processo e o consideram como uma atividade menor, por estarem preocupados com o início do ensino das letras e da escrita. No entanto, o que querem e exigem dos alunos é uma conseqüência do bom desenvolvimento do grafismo.

Como uma atividade menor, o desenho infantil é utilizado para preencher uma lacuna na programação do dia. Geralmente, permitido num momento ocioso ou no final da aula para que fiquem quietos à espera do sinal. Mesmo que seja em outro momento, a atividade de desenho é recolhida e guardada num canto do armário para, mais tarde, ir para a pasta do aluno que será entregue aos pais no dia da reunião. Poucos são os professores que detém um olhar mais apurado sobre eles.

Se considerassem os desenhos infantis como importantes, perceberiam que os desenhos se transformam rapidamente. E são, nessas transformações, que as crianças mostram, flagrante ou sutilmente suas conquistas ou atrasos nos esquemas gráficos.

Mas, nossas escolas e professores estão preocupados com as letras, números e coordenação motora (evidenciando uma preocupação com o traçado das letras na escrita). No entanto, esquecem que até mesmo o processo gráfico é individualizado e que cada criança tem seu momento certo para para aprender uma coisa nova.

Assim como o da leitura e escrita, o processo gráfico também tem o seu momento de instalação, de desenvolvimento e de maturação neural. Dessas etapas dependem: as aprendizagens, a produção escolare o ritmo de trabalho. Mas, no nosso sistema educacional, as escolas e professores não querem saber da individualidade de cada aluno, já que para eles, é importante o “coletivo”. E é, por olhar sempre o coletivo e não “o individual em meio ao coletivo” que os absurdos acontecem, como o de priorizar os resultados sem levar em conta os processos.


Fonte:
LOWENFELD, V. Desenvolvimento da capacidade criadora. São Paulo: Mestra Jou, 1977.
MOREIRA, A. A. A. O Espaço do desenho: a educação do educador. São Paulo: Loyola,1984.

sábado, 29 de outubro de 2011

NOVOS PAPÉIS DE CARTAS

Olá, pessoal!

Devido o grande interesse pelos papéis de carta, trouxe outros para vocês. Realmente, ficam muito bonitos e as crianças gostam bastante. Além disso, são fáceis de fazer, e o custo é zero porque  pode-se aproveitar qualquer sobra de papel, fotos de revista ou de jornal. E podem ter qualquer tema. Confiram:


com colagem ou pintados a lápis



Agora, coloque a criatividade para funcionar!                                         

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

O CÉREBRO E A ATENÇÃO


Segundo Fonseca (1995), a atenção depende da organização interna e externa dos estímulos. Ela é indispensável em tudo o que fazemos. Na escola, a atenção é essencial. Sem ela, as informações não são (ou são mal) recebidas e, portanto, não podem ser integradas.

A atenção depende do sistema nervoso periférico para captar os estímulos. Uma vez captados, ocorrem uma porção de estimulações no córtex cerebral, cuja finalidade é selecionar o que é importante para processar as informações e manter o estado de alerta.


As informações recebidas, transferidas de uma área para a outra e de um hemisfério para o outro, fazem com que as funções cerebrais possam orientar e dirigir a atenção para processar as informações e a fixá-las na memória. Para que a atenção se estabeleça precisa que outros processos entrem em funcionamento. São processos visuais, auditivos e tatilquinestésicos (tato + preparação para o movimento). Esses processos funcionam independentemente, mas de forma integrada e interligada para formar o sistema atencional. Acionado este sistema, a área motora é estimulada para entrar em ação, gerando o movimento como resposta.
 Para Mello, Miranda e Muszkat (2006). a atenção, a visão, a audição, o tato e o movimento trabalham juntos provocando uma reação no sujeito que chamamos de   comportamento. Por isso é que se observa a atenção da criança enquanto ela realiza uma atividade.
 Para desempenhar uma tarefa (desenhar, pintar, ler, escrever, etc), é preciso seguir algumas regras: ouvir o que se pede, compreender o que foi pedido, manter-se atento durante a atividade, manusear os instrumentos necessários com habilidade e olhar o que está fazendo. Portanto, o desenho, a pintura ou qualquer outra atividade serve de “pretexto” para que se observe sua atenção.
 A partir de então. podemos observar o seguinte:
1- Sobre a ordem dada:
a)      a criança desenha o que é pedido? (para saber se ela ouviu e compreendeu)
b)  ela desenhar outra coisa? Pode ser que ela não tenha ouvido ou não tenha compreendido. (o que merece investigação mais apurada)
2- Como age enquanto realiza a tarefa:
a)   Começa logo? Desenvolve e termina? Mantém-se atento e concentrado o tempo todo?
b)  ra, olha para os lados, levanta ou conversa?  Retoma o trabalho e termina-o ou não? "Enrola" para não terminar? As respostas a estas questões ajudam a compor o diagnóstico de "falta de atenção".

Ter problemas em um dos tipos de atenção não significa ter um déficit de atenção. Para se definir se existe falta ou déficit, exames mais minuciosos devem ser feitos devido a inúmeras causas envolvidas.


Fonte:
FONSECA, Vitor da. Introdução às Dificuldades de Aprendizagem: Porto Alegre, RS, Artes Médicas, 1995

sábado, 22 de outubro de 2011

ESTRUTURAÇÃO ESPACIAL



Este é outro pré-requisito para a leitura e para a escrita e diz respeito á possibilidade que o homem tem de se movimentar e agir nos diferentes espaços existentes. È, portanto, essencial para a vida em sociedade.

Essa estruturação é um trabalho cerebral que nos permite lidar com os espaços e nor relacionarmos com os objetos. Por meio dessa estruturação podemos selecionar, comparar, extrair e agrupar, classificar e categorizar os objetos. Como diz Kephart (1980) é a estruturação espacial quem nos leva a abstrair e a generalizar.

Assim como a imagem corporal, a estruturação espacial é aprendida, mas não pode ser ensinada. E essa aprendizagem ocorre quando a criança se movimenta e experimenta as várias posições do corpo nos vários tipos de espaço. Mais tarde, a criança percebe a relação entre seu corpo e entre os próprios objetos. Por isso, é importante que os adultos permitam o movimento e a experimentação da criança, para que ela perceba e se organize espacialmente.

São condições essenciais para a estruturação:
  • uma boa visão – permitindo que o cérebro aprenda a calcular e fazer estimativas rapidamente e de forma precisa com relação aos movimentos que o corpo executa no espaço.
  • movimentos cinestésicos – que permite identificar os objetos mais lentos
  • uma boa percepção auditiva – que estão ligadas á certos direcionamentos e ao tempo
  • uma boa percepção tátil – que nos permite captar as manifestações afetivas ou agressivas dos objetos ao nosso redor.

Essa estruturação tem início logo após o nascimento. No recém-nascido, a boca é o ponto mais próximo dos braços e mãos. As sensações percebidas com a boca e os movimentos reflexos que realiza com os braços, percebem e criam sensações de bem ou de mal-estares, ligando-se à afetividade.

Por volta dos 3 meses tem início a imagem corporal e dos 6 aos 9 meses, inicia-se a separação do corpo em relação ao ambiente.

Aos 3 anos, a criança já deve ter conseguido uma boa vivência corporal e, com isso, pode se locomover em diferentes lugares e pegar os objetos que desejar. A verbalização permite que ela expresse o que quer e o que sente. Os gestos diferenciados já ordenam suas atividades valendo-se da “classificação”. Também já é possível perceber a posição dos objetos e de se movimentar entre eles. Aprende as  noções e conceitos de “frente, atrás e no meio” devido a definição da lateralização, passando a utilizá-los verbalmente.

Aos 6 anos, aprende outros conceitos, como os de “situação” (dentro, fora, alto e baixo, longe e perto), de “posição” (em pé, deitado e sentado, ajoelhado e agachado e o de inclinado); de “movimento”(levantar, abaixar, empurrar, estender, girar, etc), de “qualidade” (cheio e vazio, pouco e muito, inteiro e metade, etc); de “superfície” (liso, plano, inclinado); de “volume” (leve, pesado, vazio).

Dos 6 aos 7 anos, a criança já é capaz de assimilar a orientação do espaço no papel, podendo organizar em uma folha suas escritas e desenhos. Na leitura, é capaz de se orientar graficamente, utilizando corretamente a posição das letras (p,b,q,d).

Na próxima postagem veremos as implicações da falta desta estruturação.


Fonte

OLIVEIRA, Gislene de Campos. Psicomotricidade: educação e reeducação num enfoque psicopedagógico, Petrópolis, RJ, Ed. Vozes, 1991

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

BONECA DE PAPEL 3

OLÁ, PESSOAL!


Hoje, volto com mais uma boneca de papel. Desta vez, trabalhando com  pessoas com deficiência intelectual que não se preocupam muito com o jeito de se vestir. O que é muito comum entre os deficientes deste tipo. Para eles, tanto faz se as roupas combinam ou não, se estão sujas ou limpas, se estão rasgadas ou não. Eles querem usar aquela roupa e pronto!

Pensando em "como ajudar", lembrei das bonecas de papel. Então, criei uma que se parecesse com o tipo de mocinhas com quem trabalho. E fez sucesso. Por isso, deixo aqui a sugestão. Vejam como ficou:


São roupinhas mais sóbrias já que são mais gordinhas, mas,  de acordo com a moda e com o que lhes cai melhor. Mas, vocês podem criar outros modelitos.



Aproveitem a ideia! 
Criem e divirtam-se.

domingo, 16 de outubro de 2011

SÍNDROME CRI DU CHAT


A Síndrome Cri du Chat é mais uma das deficiências intelectuais causadas por erro genético. Esse erro ocorre devido a uma quebra do braço curto do cromossomo 5. Esse erro afeta 1 bebê em cada 50.000 nascidos no mundo, o que corresponde a 1% dos casos de retardamento intelectual. Esta síndrome foi descrita na França, em 1963, pelo Dr. Lejeune.

Suas características principais são: assimetria facial, microcefalia, má formação da laringe (o que provoca um choro semelhante a um lamento, parecido com o miado dos gatos), aumento da distância entre os olhos (hipertelorismo ocular), hipotonia, a fenda palpebral possui o canto interno mais alto que o canto externo (antimongolóide), pregas epicânticas (ou seja, uma dobra da pele da pálpebra superior que  cobre o canto interior do olho e presente nos orientais), orelhas malformadas e de baixa implantação, dedos longos, prega única na palma das mãos, atrofia muscular dos menbros o que acarreta retardamento neuromotor e retardamento intelectual severo.

Embora essas crianças possam caminhar, o fazem de modo desajeitado, o que lhes dá a aparência de serem inábeis. No entanto, não conseguem controlar as necessidades fisiológicas, o que dificulta o treinamento.

As habilidades motoras finas são atrasadas, embora aprendam a escrever.
 
Bebês e crianças possuem sono agitado e vai melhorando com o passar do tempo. Podem ser ter problemas de comportamento. Podem ser: hiperativos, balançar a cabeça com freqüência, morder-se ou beliscar-se. Muitos, possuem uma obsessão por cabelos e não resistem a dar um puxão nos cabelos de alguém. Mas, é preciso esclarecer que estas características podem variar de pessoa para pessoa.

Com um diagnóstico precoce, educação especial e ambiente familiar acolhedor,  as crianças com esta síndrome podem atingir um nível de relacionamento social e psicomotor que corresponde ao de uma criança sem deficiência de 6 anos de idade.

Fonte:

Artigo da revista “Farmácia Saúde”, número 85, Outubro, 2003
http://pt.wikipedia.org/wiki/Epicanto

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

CONTOS DE FADAS: UMA LITERATURA ÍMPAR.



Os contos de fadas são envolventes. O prazer e o encantamento que nos arrebatam é impressionante. De todas as formas de literatura, os contos de fadas são os únicos que integram de modo compreensível a vida e seus problemas como nenhuma outra consegue fazer.

Os contos modernos ou os contos de fadas adaptados não possuem a mesma força e o mesmo encantamento que os clássicos. Isto porque os autores e adaptadores retiram deles justamente a explicação da vida. E quando o fazem, apresentam a realidade nua e crua, fazendo com que as crianças tenham mais inquietações do que as esperadas.

Somente os contos de fadas clássicos têm por objetivo ensinar as crianças a viver e a conviver com seus semelhantes. São os únicos que, pelo encantamento e magia que estão inseridos neles, fazem com que os significados profundos atinjam o inconsciente das pessoas. Ao mesmo tempo, permitem que cada uma resolva suas dúvidas através das soluções encontradas pelos personagens.

Uma literatura de linguagem fácil e compreensiva permite que cada pessoa extraia diferentes significados levando-se em conta os interesses e necessidades de cada faixa etária. Como obra de arte possui vários aspectos que podem ser explorados: divertimento, lição de vida ou educação moral para as crianças.

Além dos temas existenciais, os contos de fadas apresentam temas da atualidade como o bullyng, o preconceito, a exploração do trabalho infanto-juvenil, as relações familiares e, até mesmo, com os problemas escolares.

 Fonte:

BETTELHEIM, Bruno. “A Psicanálise dos Contos de Fadas”, Ed Paz e Terra, 1980