sexta-feira, 20 de março de 2015

CASINHA FÁCIL DE ORIGAMI

Olá, minha gente!

Trouxe para vocês uma casinha de origami bem fácil. Com ela trabalhamos a observação, atenção, a a concentração, a coordenação motora e habilidade manual. Para fazê-la só é necessário uma folha de papel (qualquer papel) retangular e no tamanho que desejar. E pode ser feita por qualquer criança porque é muito fácil.

Proceda assim: 
1- Dobre a folha ao meio (de cima para baixo) vincando bem a dobra. Repita a operação, porém da esquerda para a direita. Vinque bem a dobra.

  
2- Abra a última dobra. Mostre a dobra para a criança e dobre a parte da direita parando nessa dobra. Vinque bem.

  

3- Abra as folhas dessa dobra colocando o dedo indicador entre elas e levando-o até a pontinha. Retire e vinque as dobras interna e externas. E está feito o telhadinho.

  
4- Vire tudo para o lado contrário e dobre uma ponta (mais ou menos a altura do telhadinho e prenda-a com uma gotinha de cola. Desvire a folha, voltando para o início. Cole as partes soltas com pouca cola, para que não desmanche. 

5- Decore a gosto. Veja como ficou bonitinha. 

                                                 Eu fiz esta. 

Vejam agora como ficaram as que meus pimpolhos fizeram:



Depois de prontas, colam no caderno ou numa folha. Contam história, formam frases, ou servem como ilustração da palavra-chave para o aprendizado da letra C. Servem como estímulo para o ensino de Geografia quando estudam a casa da família, a casa na rua ou no bairro. Para isso, fazemos uma porção delas bem menores e até com formatos diferentes.

E eles gostam muito. Como faço junto, no começo eles procuram copiar o que faço. Com o tempo, vão se soltando e usam mais a criatividade própria.

Se gostaram da ideia, use a vontade. A escola não precisa ser um lugar chato com atividades igualmente chatas. Professor, mostre a seus alunos que ir a escola pode ser muito divertido e prazeroso.

sábado, 7 de março de 2015

terça-feira, 3 de março de 2015

TECELAGEM COM PAPEL

Esta é uma atividade muito antiga. Eu mesma fazia na escola, nos meus idos anos de infância. Eu e minha turma gostávamos muito desta atividade. E as crianças de hoje, também.

Para realizá-la basta apenas 1 folha de sulfite branca para a base e outras 2 ou 3 folhas coloridas e cola. As coloridas ainda podem ser de qualquer outro papel incluindo folhas de revista e até mesmo de jornal.

Como fazer:

Na folha branca trace, a partir da borda, uma margem da largura de uma régua no sentido da largura. Faça o mesmo com a parte inferior da folha. Divida a linha traçada de 1 em 1 cm e recorte essas linhas de uma margem a outra, usando um estilete.  

OBS: Caso queira trabalhar esta atividade com deficientes intelectuais ou com crianças pequenas, recorte a parte inferior da base também. Respeite apenas a margem superior. Ao confeccionar o tecido com papel levante bem as tiras que ficarão por cima. A criança coloca o papel colorido, abaixa e levanta a que estava por baixo. Fica mais fácil para elas.

Com as folhas coloridas, recorte tiras separadas de 1 cm, até que tenha o suficiente para cobrir a folha. E pronto. As crianças poderão escolher com que cores ela quer trabalhar.

Depois, é só ir colocando as tiras coloridas passando uma por cima e outra por baixo para tecer. Na cor seguinte, onde havia passado por baixo, agora passe por cima e onde havia passado por cima, passe por baixo. Assim, todas as carreiras da mesma cor ficam iguais. Junte bem as tiras e cole as bordas laterais para que não fiquem saindo do lugar. Preencha tudo até a margem inferior. Corte os excessos e está pronto um lindo trabalho.

Veja como ficaram bonitos os que fizemos:

 


As crianças maiores podem modificar o padrão criando novas formas de realizar o mesmo trabalho. Como estas.



O que se trabalha com esta atividade:

Coordenação motora fina, atenção e concentração durante o trabalho (porque acaba errando e tem que refazer), a paciência, perseverança e o controle da ansiedade.

Se gostou, mãos a obra. 

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

COLAGEM COM FEIJÃO


OLÁ, PESSOAL!

Trouxe para vocês mais uma atividade legal, simples e barata: uma colagem com feijão. Para realizá-la você vai precisar de um desenho, cola e um punhado de feijão.

A criança pode colorir um desenho ou fazer uma colagem com papel colorido, folhas de revista ou jornal. Depois de pronto, passar um fio de cola sobre o contorno e colar os grãos de feijão. Depois é só esperar secar. Se desejar que o trabalho dure mais tempo, passe sobre os feijões uma camada de cola (escolar, mesmo) para evitar que bichinhos ataquem o trabalho.Ficam bem bonitos.

Mas não precisam ser apenas desenhos. Você pode trabalhar com letras e números. Servem para fixar o formato da letra  (imprensa ou cursiva) e/ou o seu traçado. O mesmo acontece com os números.



Ao fazer esse trabalho a criança faz exercícios motores apertando o tubo de cola, a coordenação motora fina ao passar a cola no contorno da figura, letra ou número, o movimento em pinça bidigital em que usa o polegar e o indicador (como na foto acima) para pegar, transportar e colar o feijão.

O trabalho depois de pronto  e seco ainda serve  para outras  atividades, como  a nomeação escrita dos elementos que a criança vê na figura (observação), formação de frases ou uma produção de texto.





E para quem tem muita dificuldade e ainda não escreve pode seguir caminhos. 


Se gostou, pode aproveitar a ideia e por as mãos à obra.


quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

OS PÉS E A POSTURA

SISTEMA MOTOR




Muitos problemas estão relacionados com os pés. Problemas que possuem causas diversas e que podem ser classificados em leves, moderados e graves.

Os problemas classificados como “leves” são de fácil solução e ocorrem por causa de posturas e costumes errôneos. Mas, como ninguém percebe ou acham que é normal, essa postura ou costume se transforma num hábito. Um hábito que perdura durante boa parte da vida. E quando começam a se preocupar, as dores já chegaram. E a recuperação nem sempre é rápida.

Convido você a fazer um teste. Caminhe normalmente por alguns minutos, pare e olhe para seus pés. Observe como estão posicionados: retos para a frente? Pontas abertas e calcanhares próximos? Ou calcanhares afastados e pontas mais juntas?

O correto é parar com os pés voltados para a frente. Quando as pontas dos pés se abrem (na posição “dez para as duas”) ou ficam viradas para dentro o hábito postural está instalado. Agora um desafio: andar por alguns minutos nessas posições e observar o que sente em cada posição.

A primeira foi mais fácil, não é? Por isso, uma grande parte da população anda desse jeito. A outra, uma população menor. Há ainda os que assumem uma postura mista, ou seja, um pé reto e o outro, para fora ou para dentro. Porém, todas estas posturas forçam os calcanhares a ficarem mais separados ou mais juntos, contrariando a postura corporal e causa prejuízos para os ossos, músculos, tendões e articulação dos tornozelos, joelhos e da bacia. Isto porque forçam uma torção desnecessária. Com a continuidade do hábito e o passar do tempo, os ossos se desagastam com mais facilidade, a musculatura enrijece e os tendões ficam flácidos. Tornozelos e joelhos são obrigados a desempenhar a sua função com maior dificuldade. Os ossos presos à bacia saem do seu eixo normal e pressionam a coluna vertebral. É quando aparecem as dores nas pernas, nos joelhos e na coluna. E a recuperação é, quase sempre, cirúrgica.

obs: É normal o distanciamento dos pés nos primeiros anos de vida e quando as crianças estão iniciando a marcha, para que possam manter o equilíbrio. Mas, aos 3 ou 4 anos, quando já caminham bem, é melhor procurar um ortopedista.

Agora, observe a sola dos seus sapatos e observe como ela se desgasta com o uso. O normal é que o desgaste do salto para a ponta seja uniforme.


Algumas pessoas gastam mais o solado do lado externo ou interno do sapato dos dois pés ou de um só pé. Isto significa que essa pessoa faz uma torção do pé para esse lado. Geralmente, uma torção do calcanhar. E causa o mesmo tipo de prejuízos descritos acima. Inflamação, inchaço e dormência nos tornozelos também são comuns. E na medida em que a idade avança as quedas são mais frequentes.

A vaidade feminina é outra causa importantíssima. Toda mulher gosta de estar elegantemente vestida. E para acompanhar e completar o vestuário não podem faltar os sapatos de salto. E os fabricantes tem feito sapatos com os saltos cada vez mais altos. Apesar da elegância são grandes vilões para pés e pernas. Isto porque todo o peso do corpo recai sobre um conjunto de ossinhos aos quais os ossos que formam os dedos se prendem. Por isso, as dores nos pés e na panturrilha são comuns.

Obs: As crianças crescem muito rápido e, muitas vezes, usam sapatos ou tênis apertados porque não sabem explicar o que está acontecendo.

Falando em dores nos pés, sapatos de solados duros, tensão exercida por saltos muito altos podem provocar uma inflamação na “fascite plantar” (musculatura que forma a sola do pé). É inflamação dolorosa que impede o sujeito de andar e atinge homens e mulheres em qualquer idade. O tratamento é longo, medicamentoso e fisioterapêutico.

Sapatos e tênis apertados na ponta e o uso prolongado desses calçados podem causar pequenas deformações nos dedos dos pés.  A mais comuns é o acavalamento do terceiro dedo sobre o segundo por falta de espaço. 

Portanto, a boa saúde inclui a observação da estética e posicionamento de nossos pés. Observar a forma como as crianças pisam é importante, fácil de corrigir e evita problemas mais sérios.

domingo, 25 de janeiro de 2015

PARABÉNS, SÃO PAULO

São Paulo, quatrocentona e ainda na juventude, não se intimida com seu gigantismo.

Calma e tranquila na infância e frenética, descontraída e inquieta na juventude. Lida com o crescimento desastrado e sem planejamento como todo adolescente, supera seus conflitos e se fortalece a cada conquista.


Convive com o antigo e o protege do tempo porque são suas raízes. Mas adora a modernidade, a tecnologia e as novas invenções. São Paulo sonha grande e, por isso, tem seus olhos voltados para o futuro. Assim como todo jovem tem seus momentos de tristezas, de decepções, de mal humor para no instante seguinte voltar a ficar alegre, entusiasta e colorida porque acredita em dias melhores.


Seu povo é trabalhador incansável, amigo para todas as horas, lutador que não desanima nunca e enfrenta tudo com galhardia e coragem. Os paulistanos são acolhedores, amigos fiéis e recebem seus irmãos de outras regiões e amigos de outras paragens de braços abertos. Para eles sempre se pode encontrar um lugar para acomodá-los ou botar um pouco mais de água no feijão. Por eles também, os paulistanos dão um boi para não entrar numa briga e uma boiada inteira para não sair dela.

                              

Grandiosa e em pleno vigor da juventude, São Paulo tem necessidades e desejos. Necessita de maior mobilidade, segurança, educação e saúde de boa qualidade porque sabe que seus desejos não serão conquistados com mãos estendidas como a mendigar, nem acredita que eles serão concretizados como passes de mágica. São Paulo tem consciência de que eles virão após muitas lutas, muito trabalho e muito suor. Afinal, nada é fácil.


E nas horas de calmaria, São Paulo curte seus momentos de uma preguiça gostosa nos dias de feriado. Os paulistanos adoram os feriados e suas emendas, as festas, a viagens, os passeios ao ar livre e os eventos culturais. 

Será que existe no mundo outra cidade tão bela e contraditória como São Paulo?



E é por causa dessa contradição toda que eu te amo e me orgulho, minha querida São Paulo e não consigo viver longe de ti.

Parabéns por seus 461 anos de existência.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

MAIS UM RECOMEÇO

Ano vai e outro vem. Festas terminadas, é hora de recomeçarmos o trabalho. 


Mas, enquanto algumas crianças ainda estão em férias e não aparecem para os atendimentos, vou mostrar-lhes o que fizeram na última semana de trabalho. Afinal, depois de serem aprovados (todos, graças a Deus), tinham que aproveitar e relaxar um pouco.

E nada melhor para relaxar e descontrair do que fazer Arte. E aprender também. É, Arte não é só para se divertirem. Nestas atividades, trabalhando com textura aprenderam (ou reutilizaram) uma porção de coisas que para eles é inusitado: o algodão. Além disso, trabalharam a coordenação motora, preensão, habilidades manuais (que muitos não acreditam possuir), controle sobre o material utilizado (como o próprio algodão e a cola), limites do trabalho e os limites pessoais, expressar-se oral e artisticamente, fazer escolhas e intuir o senso estético.

 

 


Esta atividade pode ser aplicada a todas as crianças e adolescentes com ou sem deficiência intelectual. Podem ser feitas usando outros motivos em que o algodão se encaixe.

Se gostarem, mãos à obra! Uma atividade muito boa para descontrair a ansiedade no início das aulas.

 Até mais!